Inovação não começa com uma ideia revolucionária. Começa com uma decisão: a de investir em novos conhecimentos de forma sistemática, mesmo quando o resultado ainda não é visível.
A inovação na mobilidade aérea deixou de ser ficção científica para se tornar a espinha dorsal do desenvolvimento urbano. No centro dessa transformação está a Embraer, uma gigante brasileira que, há mais de cinco décadas, desafia as expectativas do mercado global.
Para desmistificar como essa inovação é estruturada e financiada, a Domínio Tributário promoveu uma conversa reveladora com Clenilson Gonçalves, diretor de desenvolvimento de novos negócios da Embraer-X (braço de inovação disruptiva da Embraer no Vale do Silício e Boston). Juntos, exploraram como estruturar a inovação de forma estratégica e aproveitar os incentivos fiscais disponíveis para P&D no Brasil.
O webinar completo está disponível abaixo. Vale cada minuto. https://www.youtube.com/watch?v=wBTypEJ8UVo)
A Gênese de um gigante e os três horizontes da inovação
Desde a sua fundação em 1969, impulsionada pelo DNA de excelência do ITA e do MIT, a Embraer não apenas constrói aviões, mas cultiva talentos que colocam o Brasil na vanguarda da engenharia.
Durante a conversa, Clenilson explicou que o sucesso da Embraer reside na sua ambidestria organizacional: proteger o que sustenta o caixa hoje e criar estruturas para o que sustentará o caixa amanhã. Isso é feito através de três horizontes de inovação:
- H1 (Incremental): Melhorias constantes no core business para manter a competitividade (ex: o aprimoramento contínuo da família de jatos Phenom).
- H2 (Radical): Aplicação de competências já dominadas em novos mercados (ex: adaptação de jatos para evacuação médica).
- H3 (Disruptiva): O desenvolvimento em territórios totalmente novos. É aqui que atua a Embraer-X, focada em criar mercados e produtos inéditos.
Projeto Eve: o táxi aéreo que vai transformar as cidades
Foi no Horizonte 3 que nasceu o eVTOL (Electric Vertical Take-off and Landing), desenvolvido pela Eve Air Mobility, uma subsidiária nascida dentro da Embraer-X.
Conhecido como "carro voador", trata-se de uma aeronave 100% elétrica e com emissão zero de carbono. O impacto é real: um trajeto de 1h30 no trânsito de São Paulo (como de Guarulhos à Avenida Paulista) poderá ser feito em apenas 10 minutos de voo silencioso. O mercado já reconhece esse potencial, e o produto já acumula mais de 2.800 pedidos antes mesmo de entrar em operação comercial.
O combustível da inovação: a Lei do Bem e a inovação incremental
Inovar custa caro e envolve riscos, mas o governo oferece ferramentas para mitigar esse impacto. Um dos pontos mais esclarecedores do bate-papo desfaz um equívoco recorrente: muitas empresas acreditam que precisam desenvolver algo totalmente disruptivo (H3) para acessar os benefícios da Lei do Bem. Isso não é verdade.
Melhorias contínuas em produtos ou processos existentes (H1), desde que envolvam desafios técnicos e aquisição de novo conhecimento, são elegíveis. O próprio Clenilson confirmou que produziu relatórios técnicos internos na Embraer para suportar o benefício em projetos de engenharia incremental. O que diferencia as empresas que aproveitam a Lei do Bem daquelas que deixam esse benefício passar é a forma como estruturam e documentam seus projetos de inovação.
Além da Lei do Bem (para empresas no Lucro Real), o mapa de benefícios inclui a Lei da Informática, incentivos de ICMS (como o Ato COTEPE para o setor aeroespacial) e linhas de fomento via FINEP, EMBRAPII e BNDES.
Open Innovation: ninguém inova sozinho
A Embraer-X também atua como um radar, conectando-se a startups, universidades e fundos. Parcerias para motores elétricos e investimentos em logística com drones (como Xmobots e Speedbird) mostram que o ecossistema é sempre mais forte que o esforço isolado.
Conclusão: uma conversa além do setor aeroespacial
A inovação na mobilidade aérea nos ensina que o futuro é projetado. Os aprendizados da Embraer não são exclusivos de quem fabrica aviões; aplicam-se a indústrias, empresas de software, startups e grupos consolidados.
Como referência em gestão tributária, a Domínio Tributário entende que um trabalho minucioso e inovador considera todas as nuances fiscais para garantir eficiência e segurança. Se a sua empresa já faz P&D (mesmo que incremental) mas ainda não utiliza os benefícios fiscais disponíveis, é hora de agir.
Entre em contato com nossos especialistas da Domínio Tributário e agende um diagnóstico do que você já tem estruturado.
Perguntas Frequentes sobre Lei do Bem
O que é um eVTOL?
É uma aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical. Combina a versatilidade de um helicóptero com a eficiência de voo de um avião, sendo silenciosa e sustentável.
Inovação incremental também dá direito à Lei do Bem?
Sim! Melhorias contínuas em produtos e processos que envolvam superação de desafios técnicos são elegíveis. O segredo está na documentação técnica e contábil correta.
Qualquer empresa pode usar a Lei do Bem?
A empresa precisa estar no regime de Lucro Real, possuir regularidade fiscal e comprovar os investimentos em inovação tecnológica (seja incremental ou disruptiva).
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